segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

VINCENT VAN DUYSEN

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Ultimamente tenho estado muito interessado no trabalho de Vincent Van Duysen, e a Residência VO, em Knokke, é um excelente exemplo do porquê estou amando a sua arquitetura.



Localizada numa das vilas costeiras mais sofisticadas da Bélgica, conhecida pelas casas brancas com telhados inclinados, esta habitação foi pensada como casa permanente para o proprietário e a sua família. Implantada junto ao Royal Golf Course, o projeto beneficia de vistas amplas sobre o campo e sobre os jardins privados protegidos, desenhados pelo paisagista Martin Wirtz.

A arquitetura é marcada por grandes volumes monolíticos em tijolo caiado de branco, inseridos de forma simples na paisagem verde, e por um imponente telhado de colmo que define a identidade da casa. O resultado é uma interpretação contemporânea da villa tradicional de Knokke: moderna, mas enraizada na linguagem local.

Os volumes em alvenaria organizam os espaços e criam um equilíbrio entre abertura e recolhimento: em alguns pontos, a casa enquadra vistas para o exterior; noutros, protege-se e garante privacidade. O acabamento em cimento lavado, num tom osso, reforça a continuidade entre o interior e o exterior, enquanto as janelas minimalistas mantêm a relação constante com a paisagem.






No exterior, terraços, piscina e um pool house completam o conjunto, permitindo diferentes formas de usufruir do lugar e da luz ao longo do dia. Já no interior, os materiais e acabamentos surgem com um nível de detalhe mais refinado e sofisticado, criando contraste com a expressão mais crua do telhado e da alvenaria.


A atmosfera muda de acordo com cada ambiente: a sala principal destaca-se pelo pé-direito duplo e o teto em madeira escura, enquanto a cozinha assume um caráter mais acolhedor, com madeira natural. O escritório e o quarto principal reforçam a sensação íntima através de acabamentos em couro e papel de parede vegetal. O spa, revestido em mosaico verde, fecha a casa com um espaço calmo e essencial.


Fotografia: Hélène Binet e François Halard.

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